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Tuesday, December 30, 2003

ouça Radio Caroline Vol.2

Monday, November 24, 2003

28 Days Later

Não sei onde li uma crítica tosca de Marina Person para o filme
Extermínio. Ela dizia algo mais ou menos assim: 'o que aconteceu com o diretor de Trainspotting?' Quer dizer então que todos os filmes de Danny Boyle deveriam seguir a mesma linha, com mesmo elenco, falando a mesma coisa, no mesmo esquema drogaditos. Transpotting, a triologia? Que tal? Ã-hã. É muito pra minha cabeça essa insinuação de que o cara perdeu a mão. Negócio é o seguinte: críticas e críticos não acrescentam nada mesmo e não sei porque existem. Acho que todos pensam a mesma coisa (ou quase) que eu. Faz tempo que não dou credibilidade nenhuma a eles (críticos e críticas), e no caso de Extermínio, lí por acidente. Queria tê-lo visto logo na sua estréia, simplesmente porque me amarro nas coisas do Danny Boyle. E nas trilhas dos filmes do Danny Boyle. Transpotting dispensa comentários. Cova Rosa... não me lembro, preciso rever. Parece que tem Leftfield. Mas por acaso, já ouviu a trilha de Por Uma Vida Menos Ordinária? Além da belíssima Leave do REM, a preferida de muitos que conheço, e que toca numa parte memorável do filme, que me faz lembrar só de escrever, tem Full Throttle do Prodigy que eu amo, tem Beck, Faithless, Sneaker Pimps, Cardigans, Ash (acho de médio pro ruim, embora muitos curtam), Elvis Presley... mas voltemos a Extermínio. A estória é bem plausível, muito menos fantasiosa do que possa parecer, trilha legal - pra variar – com Grandaddy, Brian Eno, rola até uma emocionante versão pra Ave Maria de Gounod. Tem umas imagens bem bacanas da Inglaterra, um merchandising um pouco exagerado da Pepsi. Eu fiquei com um medinho neste filme, confesso. Se ligue na cena onde ele vai libertar a mocinha, já perto do final do filme. Saca só onde ele vai meter os dedinhos indicadores (ou seriam os polegares?). Alías, saque esse cara todo, o Jim, interpretado por Cillian Murphy, que eu não conhecia, mas me apaixonei. Pode assistir.

Friday, November 21, 2003

Perdendo a hora

... pra algumas coisas eu fazia muita questão, pra outras nem tanto e ainda tinha aquelas outras, que não sabia se fazia ou não.

Eram pessoas com poucas afinidades umas com as outras e por esta razão, não rolava de marcar todos os dias no mesmo lugar, ou, com todos no mesmo dia e no mesmo lugar. Puta indisposição pra sugerir lugares. Não tenho muito talento. As vezes pensava por sugerir tal lugar, logo depois achava melhor não porque tinha ído lá há muito tempo e talvez não estivesse tão legal atualmente. Tinha também o receio de optar por um lugar desencanado demais com alguém sofisticado demais. Ou vice versa.
Deu certo no chileno. Deu certo demais. Assim como o 'comprimido pra gripe' que ele me deu. Só que, meio tarde demais...
Deu certo no boteco de 5ª na Augusta. Daria mais ainda se não tivéssemos que cruzar vez ou outra com um
olhar meio (modesta) tarado pra cima de nós duas.
O Swahili não deu certo. Até deu. Ficou meio privê. Também, era véspera de feriado e me lembro de um céu lindo. Quis ir lá na época (quase 1 ano atrás) porque tinha lido uma crítica muito boa na Playboy, mas tinha esquecido que as vezes (muitas vezes) uma descrição é melhor do que 'a coisa' em si. Ou não.
O Ritz eu não suporto mais. O Spot dá certo com tudo. E a luz é adorável. Tem ainda as gaçonetes e os garçons.
O ampgalaxy também é favorito por quase tudo. Menos pelo banheiro. E fobia, sei lá, deve matar. No mínimo, vontade de desmaiar, deu.
Eu até arriscaria o bar da Heitor com a Pompéia (não assim, exatamente). Mas, não tenho bem certeza de seu horário de funcionamento.
Particularmente, eu recomendo que cada um tenha seu lugar especial, que atrele automaticamente a outro alguém. E também diria pra não levar outra pessoa que não seja esta atrelada ao local. Por que? Oras, a menos que você consiga ignorar os deja vus de suas lindas (ou não) estórias. Se sim, vai fundo cara de pau.
Essa semana foi a semana do cano. Onde dei vários e quase tomei dois. Quase porque um deles tinha sido só um teaser, já outro tinha sido post poned por causa de um problema 'fora de área'. Odeio dar canos e já disse antes. Mas rolaram coisas que dificultaram. Meu joelho, por exemplo. Lembra? O diagnóstico agora é outro: Síndrome Patelo Femoral. Oh! O médico, bem bonito por sinal, disse que a patela está alta e lateralizada. Oh! E pediu 15 sessões de fisioterapia. Já comecei. Hã, até que usar uma mini-saia com estabilizador de patela, tem um certo charme. Pensar que, um dos motivos pra adquirir tal síndrome é proveniente de atividades físicas impróprias, me faz dar risada...

Thursday, November 20, 2003

Rocks

Na verdade, não interessa a mais ninguém. As partes interessadas sempre são e serão as partes envolvidas. O problema aí é a curiosidade pela coragem alheia.

Foi ele quem apresentou uma a outra, e não havia nenhuma insegurança de sua parte ao fazer isso. Pelo menos não naquele momento. Eles eram bacanas juntos, mas eram diferentes. Conseguiam ser mais interessantes separados do que juntos.
Gostei muito porque gostava muito deles, mas a minha impressão é que seria melhor do eu pensava, e não foi. Não que tenha sido ruim, muito pelo contrário. É que a coisa vinha caminhando sempre pra um lance outstanding, o tempo todo.
Acho que ele era muito poseur. E eu odeio poseurs, com caras e bocas. Eu tinha vergonha por ele e pensava 'pára com isso que tá ridículo; não me venha estragar a belíssima imagem que tenho de você.' Então, como só pensei e não falei (mesmo porque eu seria agressiva demais e daria merda), deixei ele lá, sendo ridiculamente ridículo, se é que podemos dizer assim. Foi nessas que a onda cobriu um simpático castelo de areia. Foi nessas também que, inconscientemente cedeu espaço pra ela. Que era muito mais e até então, eu não conseguia ver.
Deboches, sintonias, compromissos marcados em botecos de 5a, a afinidade musical gritando (viva!), pouquíssimas entrelinhas, a beleza, muitos cigarros, muita sinceridade. Definitivamente, eles não combinavam mesmo e nem gostaria de dizer isso, já que parecia tão óbvio e dizer o óbvio é uma atitude estúpida e débil: é abrir uma porta que já está aberta.
Mais ou menos assim. Depois meio bêbadas desciam pela Rua Augusta, falando merdas, procurando isqueiros para acender mais cigarros, parando em lugares inóspitos para fazer coisas. Coisas que deixariam muitos(as) de boca aberta, com dedo na boca, com água na boca, com o dedo lá, as vezes só querendo ver, noutras querendo participar. Normal, né?
Eu acho.
get your rocks off
get your rocks off, honey
shake it now now
get'em off downtown
get your rocks off
get you rocks off, honey
shake it now now
get'em off downtown
(Rocks - Primal Scream)

Tuesday, November 18, 2003

Corredor X
Já ouviram a música Go With the Flow do Queens of the Stone Age? Melhor: veja o clip, se é que ainda não viu. Nem sempre excelentes músicas dão excelentes clips, ou vice versa. Eis aí um caso raro. Tudo vermelho e preto, com um branco discreto. A explosão do orgasmo. Redundância, porque o orgasmo é uma explosão. Tudo a ver. Ouça a música, veja o clip e faça a ligação.

"I want something good to die for
to make it beautiful to live
I want a new mistake, lose is more than hesitate"

No site da banda você consegue ouvir um trechinho dela. No alto da página, à esquerda, selecione track # 1.

Thursday, November 13, 2003

O melhor locutor

A rádio que tem os melhores ouvintes (sic!) tinha de ter também o melhor locutor. Sempre quis dar uma cara ao Daniel Daibem, meu locutor preferido de todos os tempos. Desde a época do Adivinha na Brasil 2000 (que eu participei várias), ao lado do Sandro. Aquele mesmo Sandro que trampava na 97 FM quando era rock. E que fim levou o Sandro? Whatever. Agora além daquela voz, Daibem tem rosto também. Quem procura acha. Eu achei no Blog'n'Roll. E você, tem vontade de dar cara pra alguma voz que te deixa, hã, assim

Monday, November 10, 2003

Eu não gosto de você

"E a menina que não responde ninguém, aquela pessoa apaixonada que não quer perder tempo respondendo e-mails estúpidos, por isso, sem mais palavras. Um blog bizarro, diálogos esquizofrênicos, literatura tosca, barbaridades sem medo, finais improvisados, escrotidão sublimada, segredos mal contados, vulgaridade refinada, chute na porta, orgulho arranhado, versões subjetivas, verdades escarradas, cheiro de água sanitária, hedonismo sem vergonha, voz contemporânea... Isso poderia ser um elogio, talvez não, na verdade, eu não gosto de você apesar de não te conhecer, mas fuck off, opiniões pessoais nunca foram importantes, tiro o chapéu pra você. E só isso."

Só isso. Um e-mail que rendeu post. Das 3 mensagens recebidas do mesmo rementente, esta foi a que mais me chamou atenção. Ele não gosta de mim. Fazer o que? Chorar na pia? Não... só que, eu não mando e-mails pra quem não gosto. Também esclareço que tenho preguiça de responder e-mails. Acho muito vazio mandar um reply nestes termos 'Ok, obrigada. Um beijo, Ginger.' Morno, vazio, sem cor. Melhor não responder se for pra ser assim. Quer dizer, eu acho. Só isso.

Wednesday, July 16, 2003

Fixing things. Fixing life.

Eu deletei um monte de mensagens suas. Mas foi sem querer. Não quero nem pensar nas coisas que perdi... Ontem assisti O Talentoso Ripley de novo. Adoro este filme, por vários motivos. Um deles: o Jude Law. Porque não sou boba.

Arrumei nossas fotos, ficaram legais. Arrumei o coração, ele nem se afeta mais.

Como o Rio de Janeiro consegue criar coisas tão bizarras? Na tv, ontem também, passava em algum canal ‘A Garota da Laje’. Sente o espiríto: uma mulherada horrorosa tomando banho de sol na laje, ouvindo funk e ainda por cima disputando concurso que elegia a mais (sic!) bela garota da laje.

O amore disse que no meio da madrugada, acordei (??!!) pra falar que nunca mais iria almoçar no Pé Pra Fora. Acho que eu estava sonhando. Mas não dizem que sonhos são manifestações de nosso subconsciente? Pois no mesmo dia, eu mesma sugeri que fôssemos almoçar lá (e fomos). Sente a incoerência?

Combinamos de ir ao after Paradise, que aconteceria no D-Edge, com especial de electro. Teria Spavieri e George ACTV. Enquanto uns acordam e vão patinar no parque, nós colocamos o relógio pra despertar no intuito de ver a iluminação psicodélica. Entretanto, eu estava morrendo de sono, ele, ídem. Desistimos. Dormimos. Só fui acordar meio dia, com o telefone tocando e eu não o encontrando...

Matthew Lillard. Do Pânico, sabe? Não gosto de Pânico, mas adoro este cara. Carinha de psicótico. Acho ele demais. Vi um filminho bobo com ele ontem. Quis falar dele.
Acho que fui rude. Chata. Crítica demais. Dona de verdade. Cruel. Devia mesmo pedir desculpas. Desculpa então. Dancemos
Shifter de novo e tudo volta pro devido lugar, porque a gente se entende e se gosta.

Olho todos os dias o relógio da Smirnoff. Isso é pouco pra mim. Muito pouco. Spacelab do Kraftwerk (remix do Gus Gus) é a música pra todas horas.

Friday, June 27, 2003

Todo um processo ... interesante


How did you do it? How did you find me?
Também eu dei todas as pistas para ser encontrada. I made it easy. Nome, sobrenome, lugares. Joguei a isca e ele mordeu. Não tem aqueles que dizem que nada acontece por acaso? Então. Chegamos numa situação onde ele, no imperativo, cortava todo e qualquer contato pra não correr o risco de partir pra violência, com o imbecil, na ocasião meu namorado. Não me conformei com a atitude, mas fazer o quê? Estar ao lado do jerk tinha desses contratempos. Claro que o sexo era ótimo, louco e rotina não existia no nosso cotidiano entre outras muitas coisas boas, porém, fazer parte da atmosfera de um jerk, tinha todo o lado complicado também. Vão-se os dedos, permanecem os anéis. Vão-se os jerks e permanece o aniversariante. Você voltou e a Torre também. Feliz Aniversário, atrasado.

Yellow
Essa música do Coldplay me lembra o amore porque depois de passarmos uma fase dos diabos, nos vimos de volta ao paraíso - de novo, dançando ao som dela, numa noite fria, beeem fria, no Matrix. Bispo quem tocava. You know I love so...

Coldplay
... e outras bandas mais legais (porque eu acho Coldplay um pé no saco, o cara é muito policiticamente correto e as letras são todas iguais) sempre estão no Jools Holland e o Jools Holand agora é exibido pelo Eurochannel – o que combina muito mais porque People & Arts depois que mudou seu logo ficou uma bosta.

People & Arts
Rola amanhã a festinha
Horny Bunny onde tocam como convidados Julião e Poveza DJs e eu vou porque o Danilo pediu minha über (hahahahaha) presença e porque estou com saudade dele e do Denis também e porque o DJ vai tocar Sound of Big Babou do Laurent Garnier e porque a última Horny foi muito boa e eu só fui na primeira e vai ter muita gente legal e teria muito mais conjunção aditiva pra por aqui, pero, estou com preguiça.
Preguiça
Pra quem tem, acalme-se. Hoje é sexta. No final, somos todos useless. Bom final de semana.

Tuesday, June 24, 2003

Uma semana...

Uma semana na casa dele. Uma semana tentando fazer dar certo uma ilusão, tentando transformar em amor uma ilusão. Uma semana de faz de conta, com muito sexo, de todas as formas, muito oral, ela nele, ele nela. Felação. Uma semana de apostas ‘quem consegue agradar mais, você ou eu?’ Uma semana fingindo que o mundo lá fora (Matrix?) não existia. Uma semana sustendando-se de beijos e sexo. Pra quê comida? Pra quê água? Uma semana acompanhados da melhor trilha sonora. Uma semana que daria um filme. Ou dois? Uma semana vivida como se soubessem que não haveria uma próxima. Uma semana inteira de vinhos baratos e felicidade fácil. Uma semana inteira chegando no trabalho atrasada(o), tipo, ambos. Uma semana cheia de becks : paulistas, baianos, de marley's. Uma semana cheia de Morrissey. E Michael Stipe. E Martin Gore. Uma semana que encheu de cabelos o ralo do banheiro. Uma semana que deixou uma pia cheia de louças. Uma semana que torrou-se uma garrafa de vodka, das boas. Uma semana pra nunca se esquecer. Uma semana que ela sempre se lembra. Ele, também. Uma semana que tínhamos a certeza de não termos embarcado na babaquice óbvia. Uma semana vivendo. Intensamente.